JOGO ASTROLOGICO

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Pelotas 2012

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Oficina em Pelotas

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Em Pelotas 2012

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quinta-feira, 10 de março de 2011

Passando.....




"Liberte-se do passado", esse é o título de um
livro de
Krishnamurti que acabei comprando no
final de semana num
passeio por aquela livraria
famosa de São Francisco de Paula.
Quando entrei no prédio da livraria fui direto à
prateleira onde estava esse livro, fui direto
à ele,
claro que comprei. No primeiro capítulo já fiquei
impressionado com a sincronicidade ao trânsito
atual de Plutão
no signo de Capricórnio. Nesse
capítulo ele inicia falando da estrutura social
exterior como
resultado da estrutura psicológica
interior das relações humanas. Capricórnio rege
todo o tipo de influência daquilo que é externo,
a forma daquilo que se vê, a estrutura organizada

que se vive socialmente.
Plutão é o processo psicológico mais profundo de
mudança pessoal e nesse signo traz a possibilidade
de uma
modificação substancial no interior dos
individuos, e daí
diz Kishnamurti:
"Todas as formas exteriores de mudança produzidas
pelas guerras,
revoluções, reformas; pelas leis e
ideologias falharam completamente, pois não mudaram

a natureza básica do homem e, portanto, da sociedade.
Somos cada um de nós, responsáveis
por todas as
guerras geradas pela agressividade de nossa vida,
pelo nosso nacionalismo,
nosso egoísmo, nossos deuses,
nossos preconceitos, nossos ideais - pois tudo isso

está nos dividindo. E só quando percebermos, não
intelectualmente, mas realmente - tão
realmente como
reconhecemos que estamos com fome ou que sentimos
dor - bem como quando
você e eu percebermos que
somos os responsáveis por
todo esse caos, por todas
as aflições existentes no mundo
inteiro, porque para isso
contribuímos em nossa vida diária
e porque fazemos
parte dessa monstruosa sociedade, com
suas guerras,
divisões
sua fealdade, brutalidade e avidez - só então
poderemos agir."
Nos dizem isso, nos dizem aquilo, prestamos atenção
a tudo o que nos rodeia, e todas
essas verdades
acabam em nada, ou no mesmo lugar, na angustiante
sensação de que não
sabemos para onde ir, a menos
que paremos com toda e qualquer dependência
(signo de Câncer)
sacar que não existe nenhum
guia, nenhum caminho, nenhum instrutor,nenhuma
autoridade, que só existe a experiência pessoal.
Perceber
isso pode ser bem atordoante, mas,
somos responsáveis
pelo que sentimos, pelo que
pensamos e pelo
jeito que agimos.
O eixo câncer/capricórnio fala essencialmente
disso, de que
não existe algo fora e algo dentro,
existe um movimento
integral e um reage ao outro.
Mas então como promover
essa mutação na psique?
Aí que
entra a percepção de modificar raízes
cancerianas, dependentes, apegadas a
tradições,
largar...Ao largarmos isso tudo ao qual nos
apegamos, estamos largando e rejeitando uma
autoridade
antiga, algo falso que trazemos há
gerações, quando largamos essa carga toda a
nossa
energia se amplia, se regenera, ficamos
com mais capacidade e ânimo, podemos ambicionar
outras coisas. Livrar-se do peso morto de uma
autoridade ultrapassada, as vozes que nos

direcionaram até então, cria um destemor que é
essa própria energia, e é ela que vai
produzir essa
mutação tão necessária, estamos nessa onda do
desbloqueio, de retirar da
nossa frente a
dependência e a inércia produzida pelo medo.
É hora de iniciar uma outra
relação conosco!

Plutão em Capricórnio reverbera em Câncer
- o passado - e isso mexeprofundamente
na
relação insconsciente/consciente. É possívelno
decorrer
desse trânsito que nos tornemos
profundamente conscientes
da nossa própria
importância enquanto agentessociais,
nos
responsabilizando pela própria condição interna
e externa.
Perceber-se sem a velha proposta
de se
corrigir,porque corrigir-se continua
implicando em uma novaautoridade censora,
em como deve e
como não deve ser feitoe isso
tudo é perpetuar
a velha consciência.
A questão todapassa pela experiência da

autopercepção, do real
percebimentodaquilo
que se passa
em nosso interior.
E vamos celebrando a vida......
Du

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Mutações Simbólicas


Na medida em que uma determinada cultura nasce,
cresce, se desenvolve e entra em decadência,
todos os seus sistemas de símbolos também
passam pela mesma trajetória.
Na nossa cultura ocidental é notório o
desassossêgo desse atual período em que
vivemos. Símbolos cultuados por muito tempo
entraram em decadência em conjunto com toda
uma reciclagem de idéias e valores.
E isso aparece em todos os campos, em todos
os temas do nosso dia a dia. Símbolos de poder,
prestígio ou de status, como o automóvel, o
estudo superior, a posse de terras, o casamento
ou mesmo um sobrenome de peso e famoso já não
valem a mesma coisa, já não tem o mesmo peso.
Vivemos esse momento estranho em que parece
que uma imensa maioria busca e se interessa em
continuar cultuando esses símbolos, mas indo um
pouco mais a fundo na análise do que se apresenta
percebe-se que já não simbolizam mais nada,
viraram "coisas", coisificaram-se.
Com o gradual desmantelamento de uma estrutura
estabelecida, de um sistema emperrado, mudam as
relações individuais e pessoais. Cada indivíduo
passa a ter que rever sua forma de atuação, a
questionar sua própria estrutura pessoal, seus
dogmas pessoais que o fizeram viver de uma
determinada maneira e se relacionar de um
determinado jeito.
Isso tudo faz surgir outras necessidades que
necessitam de outros símbolos para uma
maior compreensão dessa "nova realidade".
Os símbolos antigos tornaram-se ocos, frágeis
demais em sua estrutura arquetípica.
A iguladade que a Era Aquariana está trazendo
muda o foco e o senso de importância das coisas
e das próprias pessoas. Questionando-se
profundamente o fundamentalismo consumista, ter
determinadas coisas que eram revestidas de uma
aura simbólica, perde um pouco do seu sentido.
O que devemos ter? O que devemos comprar então?
Para onde viajar? Fazer uma faculdade é necessário?
Ter uma casa própria é vital? Casar vai ajudar de
algum modo? E ter filhos, família, cães, gatos e
passarinhos, será uma meta a ser alcançada?
Como podemos ver em nosso cotidiano todas
essas questões já estão de alguma forma
despidas de sua real significação. Já não parecem
tão importantes, mesmo que a maioria ainda atue
dessa forma.
O que está implícito nesse novo momento é um
total desprendimento individual e uma necessidade
coletiva de preservar o planeta que passa pelo
contato interno de ser. Assim outros símbolos
passam a ter vital importância, a busca por uma
compreensão do funcionamento e o processo
terapêutico individual, a necessidade de uma maior
conexão do indivíduo com algo que lhe dê sentido.
E a partir daí sim a reciclagem, a preservação da
natureza, a educação ambiental, o cuidado com a
poluição, tudo isso poderá vir a ser uma atitude
natural de pessoas mais conectadas a si e a tudo.
Os símbolos estão em franca modificação estrutural,
mesmo os nossos ídolos já não nutrem tanto como
nutriam, é bom ir a um grande show mas no fundo
sabemos que mesmo esse evento já oferece outro
significado, bem maior que a mera idolatria egóica.
Talvez porque passamos a ver os ídolos como seres
humanos comuns, já não temos mais uma projeção
tão idealizada dos nossos sonhos nesses personagens
e então muda substancialmente o símbolo.
O fato é que já não precisamos mais perder tempo
e energia indo atrás daquilo que não simboliza mais
nada dentro de uma cultura em completa mutação.
Claro que tem a questão do símbolos pessoal que
cada pessoa tem uma realidade símbólica própria,
mas quando vivemos em coletividade precisamos ir
além de nós mesmos. Quando perdemos o medo e
nos misturamos, compartilhamos com outros nossas
questões pessoais, tudo se alarga e podemos contribuir
com atitudes mais maduras, fazendo a nossa parte pelo
crescimento de todos.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Pra terminar o ano passo a dica de um livro de Jim George um dos mais eminentes e respeitados embaixadores no serviço diplomático canadense, mas que não é um diplomata comum. Ele fez uma incursão em várias culturas e tradições espirituais no oriente e no ocidente e fala a partir disso da conexão ecologia e espiritualidade. Com uma profunda convicção de que a degradação ambiental do planeta vem primariamente da crise moral e espiritual da nossa civilização industrial. Diz ele:
"Se começamos a nos conscientizar dos danos que temos feito ao planeta, então temos também a obrigação de trabalhar no mundo do modo como pudermos - regionalmente, nacionalmente ou mesmo internacionalmente, se isso for possível. Não há falta de coisas para fazer. Os choques que receberemos nessa tentativa nos darão retorno suficiente, ao mesmo tempo desgastando os cantos ásperos dos nossos egos, de tal modo que meditar e trabalhar no mundo se tornem componentes mutuamente energizantes, em um arco de retorno positivo de transformação interior. Mas, é claro, o processo só pode começar comigo, e só agora e aqui, na minha almofada de meditação ou em um protesto contra o descarregamento de lixo nuclear na minha comunidade. Ontem ou amanhã, nenhuma mudança é possível; apenas no momento presente, agora! Nesse momento podemos amar o mundo como um eu, sem ver diferença entre sujeito e objeto, estando mergulhados na experiência. Com prática, podemos entender o momento até ação ainda conectada co a sensação corporal, EU SOU. Mas ele logo se perde em pensamentos que a cabeça constrói imediatamente. Na medida em que a conexão pode ser mantida, ação consciente é possível - ou pelo menos ação no mundo que ainda traga uma ressonância, vibrando como um eco, da conexão que se perdeu. E à medida que tentamos fazê-lo, mais e mais vezes, começamos a perceber que a conexão é uma via de mão dupla, e que não podemos realizá-la. Quando nos abrimos, e sentimos nossa necessidade de ajuda, é então que podemos ser ajudados. Se dependesse só de mim, eu poderia de fato desistir. Mas não depende. A ajuda está sempre presente. Às vezes também estamos. E quando estamos, o pulsar da energia nova subitamente penetrando nossa janela cognitiva da percepção, quando o alinhamento está em ordem de acordo com a natureza, pode não só nos fornecer uma nova experiência, como também pode, ao mesmo tempo e sem estarmos conscientes disso, renovar e curar a Terra, de modos que a ciência não compreende ainda." James George - Olhando paela Terra - Ed. Ground Que possamos seguir com menos medo e menos dependências, seguindo e seguindo. Abraço e Feliz (mapa) Natal!! Eduardo Krug

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Sabe, por mais negativo e pessimista que o meu
interior esteja,
cheio de ansiedades e inquietações,
não há o que uma viagem não
transforme.Parece que
a estrada amplia os horizontes mesmo!
Ao chegar em outro lugar vemos outras coisas,
sentimosoutros
cheiros, ouvimos outros sons.
Tudo é diferente daquilo que vivemos
em nosso habitat
cotidiano - essa é a quadratura entre Sagitário/Virgem,

aquele desencontro entre esses dois signos, um
extremamente
cotidiano e prático e o outro altamente
filosófico e abstrato.
As retas intermináveis da região sul do estado do
Rio Grande do Sul
são perfeitas para que o fluxo
aconteça. As idéias fluem enquanto
o carro se desloca
sempre em frente, sem curvas. É uma viajem no
espaço
e no tempo, tudo passa, tudo anda!
Mas isso, não é o
mais importante. Existe uma coisa, algo que se descola
do corpo e da mente enquanto
transitamos, uma
sensação de espaço que acontece.
Começamos a nos ver de outra forma, modificando
nosso senso de importância das questões
que
estamos envolvidos. Percebemos também como
trazemos junto,
incrustado em nossa mente, idéias
de como tudo deve ser e estar.
E isso se reflete
na forma como vemos o novo lugar em que chegamos,
na relação que vamos tendo com esse novo lugar, seja
no hotel, na forma como lidamos com o taxista, com a
moça do restaurante.
As questões desse outro cotidiano nos parecem
muito diferentes, embora também
sejam cotidianas.
Leva um tempinho até as nossas idéias prontas irem
embora, se afastarem de nós.
Bom, e o que sobra então?....e s p a ç o..., ar,...
a r e j a m e n t o.
Isso se nos dermos conta do que trouxemos junto,
do que carregamos até aqui! Mas, invariavelmente,
no segundo ou terceiro dia relaxamos mais e então se
iniciam alterações, assimilamos novasidéias,
jeitos de
ser, ocorre uma abertura mesmo! Daí vem uma sensação
de gostar,
de estar inserido, de perceber que a Vida
acontece de várias maneiras diferentes.
Assim inicia, se dermos chance, uma relação simbólica
com a realidade
-novamente Sagitário/Virgem. Deixamos
para trás as verdades à que
estavamos acostumados,
apegados e sufocados. É uma espécie de
flexibilidade
que aparece. Isso cria um elo de continuidade aos
acontecimentos da Vida.
É um elo que tem uma conotação de espiritualidade,
eu acho....!
Espiritualidade como algo contínuo, mutante e
evolutivo. Então, quando
estávamos assolados pela
preocupação e pela mente discursiva, não
havia espaço
para essa mutação dos impulsos, para essa respiração
mais longa e curativa. Agora é possível a entrada dos
novos ventos
pela narina, que tocam o pulmão com
outra temperatura e respiramos aliviados e integrados.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Um pouco de Saturno em Libra

Entrando no Saturno em Libra, projeções, projeções, projeções...

Ontem assisti uma palestra do Sogyal Rinpoche que escreveu “O LIVRO TIBETANO DO VIVER E DO MORRER”, um daqueles livros indispensáveis. O tema da palestra era sobre a morte e o morrer, sincrônico ao momento do ano no signo de Escorpião. Muito incrível a movimentação de pessoas chegando ao auditório do Colégio do Rosário aqui em POA. Um dia quente por aqui e a palestra marcada para as 19h30 ainda com sol no horário de verão. As pessoas vinham chegando e o burburinho ia aumentando muita gente conhecida, aliás todos pareciam velhos conhecidos, uma espécie de “família kármica”. Era como se fosse um encontro marcado a muito tempo e o Rinpoche era o grande Pai. O seu jeito simples, espontâneo e gentil de tratar com todos me encantou, pensei em tudo que já fiz nessa busca pela consciência, as pessoas que encontrei pelo caminho, muitas estavam ali como uma lembrança de conexão, tudo muito tranqüilo, sabe quando as coisas estão encaixadas e encantadas....O clima era esse, um reencontro com tudo que estamos sendo no exato momento do estar ali. Foi muito bom sentir essa harmonia nas relações que em outros tempos não pareciam tão abertas assim. Sim, era isso!! Havia uma abertura no ar, uma abertura muito grande e focada numa busca, digamos, mais consciente de algo. Era uma abertura para o coletivo mas com uma total conexão individual consigo mesmo. Havia muitos buscadores ali no auditório, pessoas que estão nesse caminho a anos e de maneiras e formas diferentes, o budismo apenas catalisou o encontro.

Lá pelas tantas rinpoche falou das projeções da mente, de que nos acostumamos a ter uma mente voltada para fora na direção dos nossos olhos, do nosso olhar. E foi então que ele disse que a espiritualidade é simplesmente inverter o olhar para a direção de dentro, do olhar para dentro, é ali que residimos, como podemos encontrar algo fora, algo que está distante do dentro? Essa pergunta foi como uma chave para muitas reflexões – êta Saturno em Libra. Daí fez muito sentido a harmonia que havia no ar, era como se houvesse um certo cansaço das projeções, das dúvidas, das indecisões, dos questionamentos apenas mentais, da intelectualização excessiva, da razão eterna,etc.etc. E todos queriam ouvir algo sobre o processo do morrer inclusive pessoas idosas que ouviam com muita atenção.

Olhar para o rinpoche era muito sanador, a sua risada algo impressionantemente curativo, era um bálsamo, bastava! Mas , ele na sua sabedoria dizia: Aproveitem e fiquem acordados porque é a primeira vez que estou aqui e talvez eu não retorne. Assim ouvíamos e ouvíamos e ouvíamos.....

Então o dia foi assim e findou tranqüilo com as pessoas retornando às suas residências, uns mais próximos voltavam a pé, outros de ônibus, táxi e outros ainda, como nós de carro até a serra, com um tempo maior de viagem....

Abraços Du.K