JOGO ASTROLOGICO

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Pelotas 2012

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Oficina em Pelotas

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Em Pelotas 2012

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Mutações Simbólicas


Na medida em que uma determinada cultura nasce,
cresce, se desenvolve e entra em decadência,
todos os seus sistemas de símbolos também
passam pela mesma trajetória.
Na nossa cultura ocidental é notório o
desassossêgo desse atual período em que
vivemos. Símbolos cultuados por muito tempo
entraram em decadência em conjunto com toda
uma reciclagem de idéias e valores.
E isso aparece em todos os campos, em todos
os temas do nosso dia a dia. Símbolos de poder,
prestígio ou de status, como o automóvel, o
estudo superior, a posse de terras, o casamento
ou mesmo um sobrenome de peso e famoso já não
valem a mesma coisa, já não tem o mesmo peso.
Vivemos esse momento estranho em que parece
que uma imensa maioria busca e se interessa em
continuar cultuando esses símbolos, mas indo um
pouco mais a fundo na análise do que se apresenta
percebe-se que já não simbolizam mais nada,
viraram "coisas", coisificaram-se.
Com o gradual desmantelamento de uma estrutura
estabelecida, de um sistema emperrado, mudam as
relações individuais e pessoais. Cada indivíduo
passa a ter que rever sua forma de atuação, a
questionar sua própria estrutura pessoal, seus
dogmas pessoais que o fizeram viver de uma
determinada maneira e se relacionar de um
determinado jeito.
Isso tudo faz surgir outras necessidades que
necessitam de outros símbolos para uma
maior compreensão dessa "nova realidade".
Os símbolos antigos tornaram-se ocos, frágeis
demais em sua estrutura arquetípica.
A iguladade que a Era Aquariana está trazendo
muda o foco e o senso de importância das coisas
e das próprias pessoas. Questionando-se
profundamente o fundamentalismo consumista, ter
determinadas coisas que eram revestidas de uma
aura simbólica, perde um pouco do seu sentido.
O que devemos ter? O que devemos comprar então?
Para onde viajar? Fazer uma faculdade é necessário?
Ter uma casa própria é vital? Casar vai ajudar de
algum modo? E ter filhos, família, cães, gatos e
passarinhos, será uma meta a ser alcançada?
Como podemos ver em nosso cotidiano todas
essas questões já estão de alguma forma
despidas de sua real significação. Já não parecem
tão importantes, mesmo que a maioria ainda atue
dessa forma.
O que está implícito nesse novo momento é um
total desprendimento individual e uma necessidade
coletiva de preservar o planeta que passa pelo
contato interno de ser. Assim outros símbolos
passam a ter vital importância, a busca por uma
compreensão do funcionamento e o processo
terapêutico individual, a necessidade de uma maior
conexão do indivíduo com algo que lhe dê sentido.
E a partir daí sim a reciclagem, a preservação da
natureza, a educação ambiental, o cuidado com a
poluição, tudo isso poderá vir a ser uma atitude
natural de pessoas mais conectadas a si e a tudo.
Os símbolos estão em franca modificação estrutural,
mesmo os nossos ídolos já não nutrem tanto como
nutriam, é bom ir a um grande show mas no fundo
sabemos que mesmo esse evento já oferece outro
significado, bem maior que a mera idolatria egóica.
Talvez porque passamos a ver os ídolos como seres
humanos comuns, já não temos mais uma projeção
tão idealizada dos nossos sonhos nesses personagens
e então muda substancialmente o símbolo.
O fato é que já não precisamos mais perder tempo
e energia indo atrás daquilo que não simboliza mais
nada dentro de uma cultura em completa mutação.
Claro que tem a questão do símbolos pessoal que
cada pessoa tem uma realidade símbólica própria,
mas quando vivemos em coletividade precisamos ir
além de nós mesmos. Quando perdemos o medo e
nos misturamos, compartilhamos com outros nossas
questões pessoais, tudo se alarga e podemos contribuir
com atitudes mais maduras, fazendo a nossa parte pelo
crescimento de todos.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Pra terminar o ano passo a dica de um livro de Jim George um dos mais eminentes e respeitados embaixadores no serviço diplomático canadense, mas que não é um diplomata comum. Ele fez uma incursão em várias culturas e tradições espirituais no oriente e no ocidente e fala a partir disso da conexão ecologia e espiritualidade. Com uma profunda convicção de que a degradação ambiental do planeta vem primariamente da crise moral e espiritual da nossa civilização industrial. Diz ele:
"Se começamos a nos conscientizar dos danos que temos feito ao planeta, então temos também a obrigação de trabalhar no mundo do modo como pudermos - regionalmente, nacionalmente ou mesmo internacionalmente, se isso for possível. Não há falta de coisas para fazer. Os choques que receberemos nessa tentativa nos darão retorno suficiente, ao mesmo tempo desgastando os cantos ásperos dos nossos egos, de tal modo que meditar e trabalhar no mundo se tornem componentes mutuamente energizantes, em um arco de retorno positivo de transformação interior. Mas, é claro, o processo só pode começar comigo, e só agora e aqui, na minha almofada de meditação ou em um protesto contra o descarregamento de lixo nuclear na minha comunidade. Ontem ou amanhã, nenhuma mudança é possível; apenas no momento presente, agora! Nesse momento podemos amar o mundo como um eu, sem ver diferença entre sujeito e objeto, estando mergulhados na experiência. Com prática, podemos entender o momento até ação ainda conectada co a sensação corporal, EU SOU. Mas ele logo se perde em pensamentos que a cabeça constrói imediatamente. Na medida em que a conexão pode ser mantida, ação consciente é possível - ou pelo menos ação no mundo que ainda traga uma ressonância, vibrando como um eco, da conexão que se perdeu. E à medida que tentamos fazê-lo, mais e mais vezes, começamos a perceber que a conexão é uma via de mão dupla, e que não podemos realizá-la. Quando nos abrimos, e sentimos nossa necessidade de ajuda, é então que podemos ser ajudados. Se dependesse só de mim, eu poderia de fato desistir. Mas não depende. A ajuda está sempre presente. Às vezes também estamos. E quando estamos, o pulsar da energia nova subitamente penetrando nossa janela cognitiva da percepção, quando o alinhamento está em ordem de acordo com a natureza, pode não só nos fornecer uma nova experiência, como também pode, ao mesmo tempo e sem estarmos conscientes disso, renovar e curar a Terra, de modos que a ciência não compreende ainda." James George - Olhando paela Terra - Ed. Ground Que possamos seguir com menos medo e menos dependências, seguindo e seguindo. Abraço e Feliz (mapa) Natal!! Eduardo Krug

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Sabe, por mais negativo e pessimista que o meu
interior esteja,
cheio de ansiedades e inquietações,
não há o que uma viagem não
transforme.Parece que
a estrada amplia os horizontes mesmo!
Ao chegar em outro lugar vemos outras coisas,
sentimosoutros
cheiros, ouvimos outros sons.
Tudo é diferente daquilo que vivemos
em nosso habitat
cotidiano - essa é a quadratura entre Sagitário/Virgem,

aquele desencontro entre esses dois signos, um
extremamente
cotidiano e prático e o outro altamente
filosófico e abstrato.
As retas intermináveis da região sul do estado do
Rio Grande do Sul
são perfeitas para que o fluxo
aconteça. As idéias fluem enquanto
o carro se desloca
sempre em frente, sem curvas. É uma viajem no
espaço
e no tempo, tudo passa, tudo anda!
Mas isso, não é o
mais importante. Existe uma coisa, algo que se descola
do corpo e da mente enquanto
transitamos, uma
sensação de espaço que acontece.
Começamos a nos ver de outra forma, modificando
nosso senso de importância das questões
que
estamos envolvidos. Percebemos também como
trazemos junto,
incrustado em nossa mente, idéias
de como tudo deve ser e estar.
E isso se reflete
na forma como vemos o novo lugar em que chegamos,
na relação que vamos tendo com esse novo lugar, seja
no hotel, na forma como lidamos com o taxista, com a
moça do restaurante.
As questões desse outro cotidiano nos parecem
muito diferentes, embora também
sejam cotidianas.
Leva um tempinho até as nossas idéias prontas irem
embora, se afastarem de nós.
Bom, e o que sobra então?....e s p a ç o..., ar,...
a r e j a m e n t o.
Isso se nos dermos conta do que trouxemos junto,
do que carregamos até aqui! Mas, invariavelmente,
no segundo ou terceiro dia relaxamos mais e então se
iniciam alterações, assimilamos novasidéias,
jeitos de
ser, ocorre uma abertura mesmo! Daí vem uma sensação
de gostar,
de estar inserido, de perceber que a Vida
acontece de várias maneiras diferentes.
Assim inicia, se dermos chance, uma relação simbólica
com a realidade
-novamente Sagitário/Virgem. Deixamos
para trás as verdades à que
estavamos acostumados,
apegados e sufocados. É uma espécie de
flexibilidade
que aparece. Isso cria um elo de continuidade aos
acontecimentos da Vida.
É um elo que tem uma conotação de espiritualidade,
eu acho....!
Espiritualidade como algo contínuo, mutante e
evolutivo. Então, quando
estávamos assolados pela
preocupação e pela mente discursiva, não
havia espaço
para essa mutação dos impulsos, para essa respiração
mais longa e curativa. Agora é possível a entrada dos
novos ventos
pela narina, que tocam o pulmão com
outra temperatura e respiramos aliviados e integrados.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Um pouco de Saturno em Libra

Entrando no Saturno em Libra, projeções, projeções, projeções...

Ontem assisti uma palestra do Sogyal Rinpoche que escreveu “O LIVRO TIBETANO DO VIVER E DO MORRER”, um daqueles livros indispensáveis. O tema da palestra era sobre a morte e o morrer, sincrônico ao momento do ano no signo de Escorpião. Muito incrível a movimentação de pessoas chegando ao auditório do Colégio do Rosário aqui em POA. Um dia quente por aqui e a palestra marcada para as 19h30 ainda com sol no horário de verão. As pessoas vinham chegando e o burburinho ia aumentando muita gente conhecida, aliás todos pareciam velhos conhecidos, uma espécie de “família kármica”. Era como se fosse um encontro marcado a muito tempo e o Rinpoche era o grande Pai. O seu jeito simples, espontâneo e gentil de tratar com todos me encantou, pensei em tudo que já fiz nessa busca pela consciência, as pessoas que encontrei pelo caminho, muitas estavam ali como uma lembrança de conexão, tudo muito tranqüilo, sabe quando as coisas estão encaixadas e encantadas....O clima era esse, um reencontro com tudo que estamos sendo no exato momento do estar ali. Foi muito bom sentir essa harmonia nas relações que em outros tempos não pareciam tão abertas assim. Sim, era isso!! Havia uma abertura no ar, uma abertura muito grande e focada numa busca, digamos, mais consciente de algo. Era uma abertura para o coletivo mas com uma total conexão individual consigo mesmo. Havia muitos buscadores ali no auditório, pessoas que estão nesse caminho a anos e de maneiras e formas diferentes, o budismo apenas catalisou o encontro.

Lá pelas tantas rinpoche falou das projeções da mente, de que nos acostumamos a ter uma mente voltada para fora na direção dos nossos olhos, do nosso olhar. E foi então que ele disse que a espiritualidade é simplesmente inverter o olhar para a direção de dentro, do olhar para dentro, é ali que residimos, como podemos encontrar algo fora, algo que está distante do dentro? Essa pergunta foi como uma chave para muitas reflexões – êta Saturno em Libra. Daí fez muito sentido a harmonia que havia no ar, era como se houvesse um certo cansaço das projeções, das dúvidas, das indecisões, dos questionamentos apenas mentais, da intelectualização excessiva, da razão eterna,etc.etc. E todos queriam ouvir algo sobre o processo do morrer inclusive pessoas idosas que ouviam com muita atenção.

Olhar para o rinpoche era muito sanador, a sua risada algo impressionantemente curativo, era um bálsamo, bastava! Mas , ele na sua sabedoria dizia: Aproveitem e fiquem acordados porque é a primeira vez que estou aqui e talvez eu não retorne. Assim ouvíamos e ouvíamos e ouvíamos.....

Então o dia foi assim e findou tranqüilo com as pessoas retornando às suas residências, uns mais próximos voltavam a pé, outros de ônibus, táxi e outros ainda, como nós de carro até a serra, com um tempo maior de viagem....

Abraços Du.K

sexta-feira, 22 de outubro de 2010


Imagine-se caminhando no meio de um lugar cheio
de novidades, coisas que você nunca viu, um lugar
cheio de pessoas muito jovens, cheias de entusiasmo,
energia e vontade de mudar o mundo. Um lugar onde
essa adolescencência toda pulsa com uma vontade
avassaladora e uma fé inabalável de contribuir para
que o mundo melhore.
Pois é , conseguiu imaginar? Esse era o ambiente
na 25 Mostratec nos pavilhões da Fenac em NH.
Fazia muito tempo que não me sentia tão por fora,
tão paralisado e tão velho. Mas, ao mesmo tempo
estava ali em meio a todo o burburinho dos 15
a 20 anos, algumas centenas de jovens com todo
o gás! Cara, cada stand que olhava aprendia
coisas novas,como a utilização do óleo do buriti
para anular o efeito do veneno de cobra, ou a
pesquisa com resina alquídica para a reciclagem
do óleo residual, que tal?
E o uso de goma xantana na fabricação do
bioplástico e mais o extrato de jambolão como
fator hipoglicemiante. Tinha também o estudo da
desativação do hormônio IGF do leite bovino e o
uso da casca de arroz como fonte catalítica para
a remoção dos corantes da água dos rios.
Enfim a coisa foi forte!
Circulava pelos corredores com uma incrível
sensação de que o tempo havia passado muito
depressa e também com uma misteriosa
sensação de fazer parte daquilo tudo
de ser meio cúmplice de todos aqueles meninos
e meninas entusiasmados, afinal de contas
estavamos todos juntos no mesmo espaço
tempo. Nossa, passavam muitos insigths pela
minha cabeça, aliás pelo corpo todo, me senti
plugado na tomada em 680W, uma coisa de
louco, me reenergizei!
Minhas células se revigoraram parecia senti-las
dizendo: Eba, comida de novo... te liga meu!!
O mundo tá andando, tá desacreditado é?
Então olha isso, e mais isso e mais aquilo...
Bom, lá pelas tantas eu já estava integrado na
coisa e comecei a anotar essas palavras
diferentes que via nos cartazes dos stands.
E a Inês me perguntou: O que tu tá fazendo??
- Ué, tô me atualizando! Risos gerais...
Não, e a parte de robótica, parecia uma miração
high tec, aqueles robôs andando e fazendo
coisas incríveis, pirei!
Bom, no final me senti grato por ter obedecido
o impulso de ir nessa mostra. Pude reavivar
meus neurônios e minha percepção de que tudo
tem jeito, que a coisa tá pesada e bem difícil mas
que tem mentes muito jovens fazendo coisas
muito reais, possíveis e que possibilitam uma
transformação daquilo que considerávamos
perdido. O mundo tem jeito, simplesmente
porque a realidade que observamos é multifacetada.
Saquei que há um movimento acontecendo em
múltiplas áreas, pesquisas acontecendo do micro
ao macro e numa velocidade incrível. Isso dá uma
abertura, liberta o espírito e faz a gente caminhar
com menos peso e mais conexão!
Besos tech
Du