quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O TEMPO E A MEMÓRIA -CAPRICÓRNIO-CÂNCER

Fazer as pazes com o tempo é compreender e assimilar
Saturno de outra forma em nossos mapas individuais.
O tempo tem sido objeto de muitas crises para o ser humano.

Inventamos o relógio para medir o tempo e achamos que
havíamos solucionado nossa relação com ele. Doce ilusão, nossa
angústia ampliou-se! Não conseguimos detê-lo, o contrário,
o tic tac das horas nos lembra a todo momento da nossa finitude.
Ao que parece Cronos nos empurra impiedosamente para frente,

ao envelhecimento e morte. Sim, é o custo da encarnação,
passamos pelo tempo e ele passa por nós.
Mas o que efetivamente Cronos representa?
Sua imagem cruel devorando seus filhos é assustadora, mas
é como nos sentimos quando estamos “perdendo tempo”,
uma ansiedade nos toma e nos desnorteamos, para onde
devemos ir? Como não ser engolido pelo tempo?
Na Astrologia Cronos rege Capricórnio o signo das realizações,

das autoridades, dos projetos bem sucedidos.
A Casa 10 também é assunto de Cronos, a casa da consciência,

o meio do céu e sua visibilidade clara, nosso papel social.
Interessante que a consciência esteja associada a Capricórnio,

é a maturidade responsável. Daí uma compreensão mais ampla
de nosso Cronos ou Saturno interno, um trabalhador incansável
na busca por consciência, a cabra que sobe a montanha e não
desiste até chegar ao cume. Nosso Saturno constrói consciência!
Parece paradoxal que o engolidor de filhos nos ajude a obter
consciência, a única coisa capaz de detê-lo, ou talvez compreendê-lo.
Nossa autonomia depende de nossa consciência, Saturno sempre

foi associado a busca da independência, não é a toa que os
fortemente capricornianos buscam desde cedo essa condição de
autonomia. Mas o que parece um paradoxo é a nossa tremenda
incapacidade de nos tornar-mos livres.
É aí que aparece a confusão e o medo em Saturno, incapaz de

perceber além da forma ele não se libera e de uma maneira
conservadora preserva velhas atitudes ultrapassadas e
desgastadas. Por isso que em seus trânsitos pelas casas e planetas
de nosso mapa nos defrontamos inicialmente com nossas velhas
atitudes e hábitos. Precisamos perceber e sentir o quanto essas
velhas formas estão enraizadas para poder iniciar um processo
de reconstrução. Saturno transitando significa reforma geral,
entramos em obras, e um canteiro de obras é sempre angustiante
em função da nossa própria pressa de ter tudo arrumadinho.
Incrível, é Cronos-Saturno construindo consciência

por onde passa!
Então chegamos no signo de Câncer, o outro lado, a outra

face do tempo, o passado e a nossa memória. Uma maneira
incrível de conter o tempo e sua passagem. Tudo que passou
deixou rastro na nossa memória e a forma como lidamos com
essas lembranças traduz a qualidade de nossa interação com o
tempo. Câncer é regido pela Lua, nossa auto imagem e relação
com família e o passado formador do nosso recheio anímico,
nossa consistência emocional, nossa estrutura de sensibilidade.
Então quando somos muito cancerianos nos apegamos ao passado,
seja considerado bom ou ruim, ficamos presos nele, queremos
ele de volta ou nunca mais queremos experimentá-lo.
Preservamos muito as relações significativas, é um patrimônio
sentido e vivido em uma época, lembranças de tempos idos que
parecem sempre presentes.
Fica claro aqui a importância das memórias no processo de

desenvolvimento da consciência. Quanto mais formos capazes
de lembrar de experiências passadas mais podemos obter
consciência, percebendo o que precisamos soltar ou incorporar
para mudar e melhorar uma condição.
Saturno vai empurrar para frente e a Lua pode se apegar ao

passado em ressentimentos, em insegurança, em timidez,
em fechamento. Quando a Lua está mais segura tanto melhor
a passagem de Saturno, o processo emocional de crescimento
torna-se mais suave, menos dolorido. Saturno é a oitava superior
da Lua, uma Lua mais estruturada e segura. Fica claro assim a
necessidade de reconhecer as necessidades de nossa Lua e tudo
o que ela representa de nosso passado familiar. Crescer passa
pela capacidade individual de se desprender de forma saudável
das memórias vividas. Como se diz agora: Outro Mundo é possível!
Abraço
Eduardo
ps. o eixo Capricórnio/Câncer indica essa relação com a passagem

do tempo, como nos posicionamos na caminhada pela existência.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

SOB AUSPÍCIOS DE AQUÁRIO

Já se Fórum 10 anos!
E o Fórum está cada vez mais Dentrum

(como dizíamos desde o primeiro ano).
Imaginem quem tinha 11 anos está hoje na
Caminhada de abertura com 21 aninhos!!
Isso significa que as idéias de 10 anos atrás hoje
estão bem "Dentrum", enraizadas no sistema que
é hoje uma massa sem forma em constante mutação
de dentro pra fora,de fora pra dentro.
Caminhando na Av. Borges tudo passa pela cabeça
e pelo coração, não dá para conter a emoção de
perceber o caminho percorrido em 10 anos.
Caminhei o tempo todo vestindo uma camiseta do
Fórum de 2003 com a palavra Liberdade em várias
línguas feita por grandes Amigos. Quando paramos
em frente a uma tenda que vendia camisetas do
fórum, vimos a revista The Ecologist cuja editoração
era feita por esse grande Amigo. As pessoas que
estavam na tenda prontamente receonheceram a
camiseta e lembraram de muitas coisas vividas.....
se fez um silêncio.....um silêncio de gratidão
e reconhecimento, algo que nos emocionou e
nos gritou internamente: Sigam!!!
Bom, aconteceu então um relaxamento e uma
abertura , a liberdade ficou clara e visível.
Isso tudo abriu um espaço de sensibilidade,
que não nega nada, que não evita nada,
mas que está ali firme sem medos.
Assim inicia mais um passo dentro da história
dos encontros humanos num tempo em que é
preciso muita força e comunhão para
seguirmos adiante.
Um abraço
Eduardo

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

PLUTÃO CONTINUANDO...

Depois das chuvas torrenciais é o terremoto do Haiti que
evidencia a ação do deus das profundezas. Um terremoto,
algo que mexe nas bases, no sub solo e devasta tudo aquilo
que aparecia na superfície. Não poderia ser algo mais
plutoniano, ainda mais num signo de terra como Capricórnio,
desabando com as estruturas ultrapassadas.
Mas, por quê? Por quê o Haiti, já tão assolado pela pobreza,

pela falta de tudo? Um lugar paradisíaco absolutamente
devastado por uma catástrofe natural. Um país devastado
pelo próprio povo em guerra a décadas.
E já se vão muitos anos em que tropas militares (forças de paz??)

da ONU estão no país, tentando ajudar, tentando promover
alguma paz. Mas, o que fazem efetivamente, que tipo de ajuda
é essa que não ajuda?
Talvez para entender algum significado simbólico dessa condição

em que o Haiti se encontra, se possa pensar no que Plutão pode
promover além da óbvia tragédia material.
Capricórnio é o sistema estruturado, todo esse monstro que

criamos para facilitar a vida no planeta, a nossa vida, porque
acreditamos que o planeta é nosso, nos apropriamos dessa
magnífica esfera azulada que circula pelo espaço infinito
em torno do Sol.
Criamos um modo de viver muito estranho, que precisa de

exércitos para promover a paz. Levamos esse aparato todo
para um país que se “perdeu”,
como o Afeganistão ou o Iraque, mas, se perdeu ou foi perdido,

ou foi amassado, sugado, empobrecido?
É, pelo jeito o sistema está precisando de uma sacudida e

Plutão não fica esperando educadamente algum tipo de
reunião para decidir o momento mais correto, não espera por
nenhuma base aliada. Ele simplesmente atua e nesse caso
devasta, acaba com qualquer polêmica. Tipo assim: Ah, vocês
queriam ajudar, então agora ajudem mesmo! Doem seu tempo,
seus alimentos, seus remédios, sua afetividade, suas ferramentas,
suas rezas, enfim olhem para o Haiti e venham até o Haiti venham!.
Acabem com essa hipocrisia de força de paz e promovam a paz
fazendo, botando a mão na massa, ou a mão na paz. Às vezes as
pessoas precisam de um saco de farinha, de tomates, de água
potável, de uma visita amigável, de uma troca, enfim de algo
que se aproxime do humano. Não é preciso esperar que todos
se entendam e façam um país com uma ideologia qualquer
que dê certo.
Dar certo pode ser uma simples visita de um vizinho que

traga a paz através de um prato de comida, de um jarro de leite,
de um vizinho que ajude pelo próprio interesse real que tem de
ajudar, que não fica preocupado se deve ou não fazer o que faz,
mas que segue aquilo que a sua consciência humana lhe diz
para fazer.
Parece que existe um significado nas coisas que ocorrem,

elas não são aleatórias. A natureza não está contra nós, pelo
simples fato de que não somos tão importantes assim. Somos a
mesma e única coisa, eis aí a compreensão pisciana não limitada,
não bitolada.
A mídia “transloucada” e ávida por tragédias, subliminarmente

perpetua um status de violência coletiva, pormenorizando as cenas
de destruição e morte. Buscando uma explicação para o desarranjo
natural do planeta na meteorologia, nos ventos, no sol, nas águas,
esquece-se “ingenuamente” do sistema criado sobre o planeta
pelos seus seres mais inteligentes, nós. Não temos nada a ver
com isso, somos eternas vítimas de uma natureza incólume...
que horror!
Pois, Plutão está iniciando uma limpeza, é bom ajudarmos

senão ele terá que fazer o serviço sozinho.
duastro@terra.com.br

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

MARTE VERMELHO NO CÉU!!

MARTE RETRÓGRADO
Marte está cheio no céu noturno. Com o Sol entrando em
Aquário ele fica cada vez mais brilhante no signo oposto
Leão. Isso quer dizer que o velho deus da Guerra romano
está fortíssimo, sentindo-se desafiado a dar o seu recado.
E seu repertório inclui agressividade, irritação, explosão,
competitividade,auto confiança, coragem e tudo o que tem
a ver com aventuras.
Quando ele fica retrógrado ele fica mais descontrolado ainda,
o que significa que vamos sentir sua presença muito claramente,
estando predispostos aos conflitos e desentendimentos.
Dá para sentir uma indignação que nos toma por completo
e que remonta a velhas memórias, às nossas maneiras antigas
de ser. Há uma espécie de batalha dentro da mente que pode
ser passada para as ações facilmente se não tivermos um
controle emocional. Marte retrógrado instiga a uma reação
intensa, a velhas disputas, a velhos conflitos, reaquecendo
velhas feridas. Traz uma necessidade visceral de re-agir,
induz a uma auto afirmação porém é uma velha chaga que
está sendo reaquecida, não tem mais nada a ver com o momento
presente, parece um resíduo cármico muito intenso. Por ex: você
pode ficar discutindo mentalmente com alguma pessoa,
competindo com ela num desgaste muito grande.
Quando nos damos conta disso podemos parar e conter os
impulsos agressivos reativos.
Isso é bem difícil quando ele se instala em nós porque
somos tomados por uma espécie de fervura que nos cega
completamente e todo o nosso corpo vibra com uma
respiração descontrolada como se estivéssemos em um
campo de batalha. E não adiante querer disfarçar, essa “coisa”
ultrapassa qualquer bom senso. Além disso se tentamos
controlar o nosso impulso, a outra pessoa na nossa frente
não consegue e derrama sobre nós a fúria que precisa
sair e se manifestar.
Isso tudo só termina depois que a pulsão cessa e dá espaço
para um pouco de ar e alguma ponderação. Depois que um
marte retrógrado passa pode dar uma sensação de torpor e
um certo silêncio de esvaziamento, isso se o estrago não foi
grande demais!! Portanto atenção aos impulsos !!
Beijos calientes!!
Os. É próprio das pessoas mais arianas, ou com seu marte
bastante aspectado no mapa sentirem isso tudo mais
intensamente. Aqueles com marte na casa 1 ou em signos
de fogo também tem essa maior possibilidade.
duastro@terra.com.br

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

PLUTÃO VARRE O PLANETA

Ontem assistindo as últimas notícias sobre os deslizamentos
de terra em Angra dos Reis no estado do Rio de Janeiro me
pareceu bem claro o significado da passagem de Plutão
pelo signo terreno de Capricórnio. Já faz mais de ano que
não se para de ouvir falar de enchentes, tragédias de
soterramentos, chuvas ininterruptas aqui ou ali. No Brasil,
que é enorme, quando para de chover no norte inicia no
sudeste e depois chega no sul, é só ligar a TV, abrir a
internet ou ler um jornal que a estampa da tragédia está
ali todos os dias. Daí me dei conta, quando Plutão
ingressou se intensificou tudo isso, mais uma vez a
importância de ler e entender um símbolo!Plutão ou Hades para os gregos era a figura que julgava
as almas quando elas chegavam até ele, depois de
atravessar o rio da morte. Pois a morte está presente
mais do que tudo a cada dia mesmo que se desvie o
olhar, algo em nós sente o clima de sobrecarga,
de hiper lotação psíquica de nossos porões, não cabe
mais nenhum pingo de hipocrisia. O planeta não suporta
mais desvios, evitações. Estamos todos no mesmo barco,
temos que conviver não tem jeito.
Vamos ver nossa doença seja numa pousada na Ilha
Grande, num canyon no sul do Brasil ou num paraíso
do Tahiti. O ar pode não estar poluído,pode não haver
latinhas de cerveja boiando na água do mar e a brisa
pode ser maravilhosa. Porém, talvez haja um excesso
de uso de plásticos no hotel, refeições cheias de
ingredientes não saudáveis, ou a própria artificialidade
das relações impessoais possa dar o alerta geral que
convida à reflexão, o que estamos fazendo?
Claro que ninguém é culpado!
A questão não é essa, e nem de quem vai pagar a conta,
a dolorosa já vem implícita na atitude de cada um de nós.
Plutão não vai amenizar nada afinal não há o que não
seja verdade! Tudo que se faz tem conseqüências por
isso é bom irmos nos acostumando com a conta a pagar.
Consumimos muito, dá para dizer que coletivamente
nos fartamos. A farra, mesmo que não para todos,
foi grande, gastamos muito! Agora temos que tomar um
chá de boldo para o estômago canceriano voltar a sentir
e trabalhar duro com nosso capricórnio para termos onde
morar no futuro. A responsabilidade precisa ser muito maior,
muito mais profunda, muito mais sentida!
A responsabilidade que Plutão chama é aquela que flui
pela medula, estamos em pleno transplante de medula óssea!!
Se quisermos voltar a caminhar e termos um corpo saudável,
além de uma boa aparência, é bom perceber que tipo de
fluído circula pela nossa coluna.
É hora de parar o ritmo! Ok que as coisas lá fora continuem
rápidas, mas um a menos na correria é o mundo um pouco
mais lento, é menos consumo, é menos neura, é menos
inconsciência ativa. E o “lá fora” passa a ser outra coisa.
Que se movimente mais a coluna de baixo pra cima,
de cima pra baixo, viva a Kundalini!