JOGO ASTROLOGICO

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Pelotas 2012

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Oficina em Pelotas

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Em Pelotas 2012

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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Aproveitando Saturno em Virgem.


Estou com ASC em Virgem na minha revolução solar (mapa de aniversário) deste ano.
Veio parar em minhas mãos um livro de arquitetura do escritório Arquitetura Brasil de São Paulo.Um desses livros fundamentais, inclusive no contexto em que chegou por aqui nos altos do morro.
Trazido por um grande amigo numa tarde de sábado fria de um inverno gelado.
Conversa vai conversa vem, junto ao fogão a lenha vinham lembranças de amigos, de relações,de trabalhos dos anos vividos na faculdade de arquitetura nos idos anos 80.
Viviamos aquele clima de pós-modernismo, uma contaminação geral num Brasil recém emergido das sombras.
Pois o livro me trouxe à tona um pensar de arquiteto. O passado vivido nas salas de aula e principalmente nos corredores da academia nutriu-se novamente com idéias e pensamentos instigantes. Começei a reviver aqueles tempos de total entusiásmo com as idéias de um urbanismo e uma arquitetura capaz de ajudar na construção de uma outra realidade social. Mas também tempos mergulhados em intensas dúvidas, numa encruzilhada pós-modernista sem rumo definido.
Agora percebo que momentos dificeis e entrevados vivemos naquela época, uma salada de frutas de idéias, técnicas e conceitos.
E foi justamente nesse período que algo me levou ao encontro da Astrologia, que hoje me conduz pelo mundo afora.
Mas de repente tudo me fez total sentido. A Arquitetura com a sua estrutura artistica e filosófica trazia a possibilidade do sonho,e o seu teor virginiano concreto, técnico e detalhista era a própria ferramenta para colocar Netuno (planeta dos ideais) no chão,
trazer para a terra o ideal de novos tempos de uma vida menos sofrida.O sonho, sonhar em forma e função!
Ainda mais num país como o nosso, tornado independente à 07 de Setembro de 1822 sob o arquitetônico signo de Virgem.
Era claro que no Brasil a Arquitetura iria se assentar, sob a égide positivista de "ordem e progresso" estava aberta a porta para a concretização das idéias arquitetônicas em todas as épocas, com marcas específicas e "caras novas", estilos próprios, mesclando-se sem restrições
a todas as influências que chegaram de norte a sul culminando num projeto capital de arquitetura e urbanismo em pleno planalto central do país pelas mãos geniais de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer. Nossa me empolguei!!
São tantas as lembranças, tantas as arquiteturas...viva os mineiros, a escola paulista, aliás o livro é de um escritório de São Paulo.
Mas o fato é que o livro surtiu efeito em minha mente, nos meus pensamentos....
Sob o ponto de vista antropológico vivemos um momento estranhamente individual mas ao mesmo tempo coletivo demais, cheio de igualdades formais porém com intensas diferenças, uma miscelânia total. Aquilo que era um lugar tornou-se hoje um não lugar, a velocidade de existir ou deixar de existir é a velocidade da comunicação, nada mais é importante, a memória ficou supercarregada, tão lotada que não comporta mais nada .
Assim a história ficou guardada e os registros atuais são rápidos fragmentos temporais quase sem identidade. E já não é uma crise de identidade mas talvez uma capacidade de desidentificação para abrir caminho a um novo homem, um novo espaço construído, alinhado com uma verdade não aprendida mas experimentada.
Que venham mais livros..........
E que eles possam nos despertar sempre!!
Taí a capa do livro...


Besos místico-tecnológicos
Du

Um comentário:

Shana disse...

Ótimo Du!
Adorei a parte "numa encruzilhada pós-modernista sem rumo definido.
"
Só tu mesmo!!

um beijo

Shana